Entrego-me sem restrições
A este novo mundo de palavras e sensações
Sem medos males e preocupações
Sem crenças politicas ou falsidades.
Não acredito em nada
Apenas nas minhas realidades
Não quero mentiras mas sim apenas verdades
Prefiro não ir pois nada mudava
Fico como estou e como sempre ficava.
Que se danem esses senhores
Dizem que fazem tamanhos louvores
Mas chega-se á conclusão que nunca fazem é nada
Prometem mundos novos e maravilhosos
Mas o que sabem mesmo fazer é encher os bolsos.
Não os meus nem os teus pois somos pequenos
Vivemos do pouco que temos e do pouco que comemos
Olham para nós com manias de grandeza
Gostam de sentir que são uma espécie de realeza.
Almas penadas que não passam da diminuta tristeza
São mentes fracas e na sua alma não existe a leveza
Que eu sinto embora nada tenha
Mas sei que respiro com prazer de respirar.
Não tenho medo de nada do que venha
Sei que sou pequeno mas tenho o prazer de sonhar
Livre serei e livre quero ser
Venha o que vier e o que tiver que acontecer.
Defendo os meus ideias sem preconceitos tais
Ouço e falo discutindo opiniões com vontades de mais
Deixo-me ir, a minha mente fluir
Respiro fundo e paro de tremer
O meu corpo acalma e então consigo ver
Venha o que vier, mas da minha vida nunca vou fugir.
Deixo-me ficar, relaxo e sorrio
Até um dia, á espera do "meu" navio
Que me vai levar até ao alto mar
Lá ficarei então sem medo do vazio.
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